gtag('event', 'whatsapp');
top of page

Tel: (19) 97401-3438

A passagem do amor ideal ao amor possível

  • Foto do escritor: Juliana Miliatti
    Juliana Miliatti
  • 26 de set. de 2023
  • 1 min de leitura

O amor na psicanálise é aquilo que enlaça o sujeito com o outro semelhante desde a sua constituição até o desenrolar de toda sua saga enquanto um vivo; que se em demasia idealizado escraviza e adoece, a passagem do amor ideal ao amor possível desamarra o sujeito do nó do sintoma e o devolve a liberdade de criar laços. O que é o amor? No começo era o verbo... Desde antes do seu nascimento o sujeito é tomado pelo desejo do outro, os pais falam seu bebê, anunciam o nome que escolheram, anseiam a cor dos olhos, o comprimento das mãozinhas, a profissão que seguirá futuramente, as preferências culturais e mais um tanto de predicados que, desejam, seu bebê realize. Resolvemos aqui fazer uma pausa, só para checar

a definição do termo “predicado” na língua portuguesa e eis o que encontramos: “

predicado é tudo o que se declara acerca do sujeito, ou seja, é tudo que há na frase que não é o sujeito” (VILARINHO, 2018).

Não sendo possível fazer-se sujeito por outra via, senão na relação com o outro, a constituição subjetiva se inicia pelo estado de alienação ao Outro, não há distinção entre o eu e o não-eu.


A queda da “majestade o bebê”começa a se apresentar, uma vez que a mãe não mais atende a criança como a princípio quando, quase que exclusivamente, se dispunha a ela, dirigia toda sua libido a investi-la. Outros objetos parecem interessar a mãe tanto quanto ou até mais que o seu bebê. O Eu que tenta se constituir enquanto puro prazer rompe-se permitindo ser tocado pela realidade de sua castração.


Josiane Santos Costa




 
 
 

Comentários


© 2023 por Juliana Miliatti. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page